A pimenteira, originária da Índia, é um arbusto trepador cujos frutos, pequenas drupas, são colhidos e processados para produzir pimenta preta, branca ou verde.
Esta foi uma das especiarias mais valiosas da história, impulsionando o comércio global desde a Antiguidade. Durante os séculos XV e XVI, tornou-se um dos principais produtos da “Rota das Especiarias”, motivando uma verdadeira corrida europeia por novas vias marítimas para chegar até aos centros de produção.
Nas cortes europeias, entre os séculos XVI e XIX, a pimenta simbolizava riqueza e prestígio, tornando-se um bem de grande valor comercial. Foi usada para valorizar a cozinha aristocrática e muito apreciada pelas suas supostas propriedades medicinais.
O seu comércio estruturou economias e corporações comerciais, refletindo a importância desta especiaria na história cultural, social e económica da Europa.
Coleção Tesouro Real

Pimenteiro «Cabeceira de Mesa»
França, Paris, 1757-1760. Francois-Thomas Germain PNA, inv. 5386. ©DGPC/ADF Joao Silveira Ramos
Núcleo 10 - Mesa Real. A Baixela Germain
França, Paris, 1757-1760. Francois-Thomas Germain PNA, inv. 5386. ©DGPC/ADF Joao Silveira Ramos
Núcleo 10 - Mesa Real. A Baixela Germain
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Pormenores do pimenteiro/especieiro onde é possível ver bagas de pimenta e de noz-moscada.
«As cabeceiras eram também assinaladas por peças importantes, para equilíbrio do plano. Na Primeira Coberta, os dois «Grands plats de bout avec leur couvercle», ou «das Cabeceiras» fecham a fileira do meio e destacam-se na volumetria ampla e expressiva das tampas modeladas como folhas e bagas. O ourives concebeu, ainda, como «Bouts de table», «Cabeceiras de mesa», os pimenteiros, que também temos designado como especieiros, figurando duas «crianças americanas» (índios do Brasil) semi-sentadas sobre uma base alongada, procurando suster ao alto um fruto central numa composição triangular.»
Inês Líbano Monteiro em Catálogo do Museu do Tesouro Real
Inês Líbano Monteiro em Catálogo do Museu do Tesouro Real
Coleções Internacionais

Natureza morta com uma tarte de peru
Pieter Claesz, 1627. ©Rijksmuseum
Pieter Claesz, 1627. ©Rijksmuseum

Pormenor
“O pintor flamengo Pieter Claesz fugiu para os Países Baixos do Norte no início do século XVII. Pintou uma mesa repleta de produtos de luxo provenientes de todo o mundo: ostras da Zelândia, porcelana chinesa, uma concha de náutilo do oceano Pacífico e pimenta da Índia. O peru é originário da América do Norte. Tal como outras especiarias, a noz-moscada foi utilizada na tarte de peru aqui representada. Esta especiaria, muito apreciada, era cultivada nas Molucas (Sudeste Asiático) por pessoas escravizadas.”
©Rijksmuseum
Still Life with a Turkey Pie - Rijksmuseum
©Rijksmuseum
Still Life with a Turkey Pie - Rijksmuseum


