O tabaco, trazido da América para a Europa no século XVI, rapidamente se integrou nas cortes europeias como símbolo de estatuto social e refinamento.
Durante o século XVIII, o rapé atingiu o auge da sua popularidade. As cortes europeias, como a francesa e a britânica, consideravam-no elegante e sofisticado. Em eventos sociais, como jantares e bailes, era comum que os convidados fizessem pausas para consumi-lo. No retrato de Luís Duval de l’Épinoy, conselheiro e secretário do rei Luís XV, observa-se um exemplo desse consumo de rapé no quotidiano palaciano.
Guardado em caixas ricamente decoradas, tornou-se objeto de luxo pessoal, associado a rituais de civilidade e distinção. Apesar do declínio, com o surgimento de charutos e cigarros, deixou um legado na cultura material e nos hábitos cortesãos da Europa.

Retrato de Duval de L'Épinoy de Maurice-Quentin de La Tour. Paris, 1745. Museu Calouste Gulbenkian inv 2380. ©Catarina Gomes Ferreira
