O regresso de D. João VI a Lisboa, em 1821, não trouxe a estabilidade que muitos esperavam. À medida que o liberalismo se afirmava em Portugal, crescia também a oposição liderada pelo infante D. Miguel, que se tornaria o principal defensor da causa absolutista e uma das figuras mais controversas da monarquia portuguesa.
Nesta visita orientada, exploramos os anos de crescente tensão entre pai e filho, marcados por conspirações, levantamentos militares e tentativas de derrubar a ordem constitucional. Através de joias, insígnias e objetos ligados ao infante, descobrimos como o Tesouro Real testemunhou os conflitos que dividiram a família real e o reino. Entre as peças em destaque encontra-se o célebre sabre oferecido por D. Carlota Joaquina ao seu filho em 1828, bem como um conjunto de objetos pertencentes ao seu tesouro pessoal e casa do infantado, depositados no antigo Banco de Lisboa e apenas redescoberto mais de um século depois. Uma viagem por um período em que a luta pelo poder deixou marcas profundas na história de Portugal e nos tesouros que chegaram até nós.
Datas
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08 ago (sáb)
15h30 - 17h00
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09 ago (dom)
11h30 - 13h00